Dicas de hábitos para os bauruenses manterem a saúde sempre em dia

Por Juliana Oba Para Site Social Bauru

Você sabia que os hábitos ruins são responsáveis por até metade dos óbitos antes dos 75 anos? Por isso, eles se tornaram prioridade entre as autoridades do mundo todo. A boa notícia é que os maus hábitos podem ser substituídos pelos bons.

A tarefa não é fácil, entretanto, os resultados de manter hábitos saudáveis podem ser recompensadores ao longo da vida. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de enfermidades. Por isso, o Social Bauru foi atrás de profissionais de diferentes áreas para saber como podemos melhorar os hábitos do no nosso dia a dia.

Então se você quer dar uma forcinha para o seu corpo chegar na terceira idade com a saúde em dia pode começar pelas dicas a seguir. Mas lembrem-se, nada substitui o acompanhamento profissional, pois ele vai indicar o que é melhor de acordo com as suas particularidades!

Atenção além das dores físicas

Quando você sente dor, logo, procura um médico, certo? Porém, existem algumas dores difíceis de localizar e que podem impactar profundamente a saúde. Conhecer as emoções não é fácil, mas é de grande ajuda para perceber quando algo está errado. Portanto, ter saúde emocional e mental pode impactar positivamente outras áreas do nosso corpo.

Segundo a psicóloga Claudia Chaves, a mente precisa ser nutrida por bons pensamentos, vivências que trazem bons sentimentos e atitudes que gerem bem-estar. Mais do que isso, ela ainda destaca que se perceber é um hábito que todos deveriam praticar.

“Como nosso funcionamento não é automático, mas humano e vivo, precisamos desse exercício de nos vermos, de procurar desenvolver a consciência sobre o que estamos sentindo fisicamente, emocionalmente. Esse gesto evitaria uma série de problemas ou doenças, especialmente quando falamos daquilo que nos prejudica psiquicamente”, destaca.

Ainda no sentido de se conhecer, o autocuidado também é um hábito a se cultivar visando a saúde emocional. Por isso, tirar alguns minutos para refletir sobre as angústias, as dores e até os prazeres podem ser esclarecedores para procurar um caminho mais leve para a vida.

Respeitando nossas características pessoais, podemos nos perguntar se estamos bem e o que necessitamos para nos sentirmos melhores. Essa sinceridade consigo é fundamental para gerar a disposição necessária para adquirir ou manter o cuidado que estamos falando. Pode ser a leitura, exercícios físicos, diálogos proveitosos, escutar música, engajar-se em algum grupo, cuidar da espiritualidade. Enfim, todo comportamento que enriqueça o olhar e as vivências”, finaliza Claudia.

Balança equilibrada

Você sabe o segredo da alimentação saudável? Equilíbrio! Nutrir seu corpo com todas as substâncias que as células necessitam para trabalhar é fundamental. Entretanto, não há problema algum em comer um doce ou uma pizza no final de semana.

Segundo a nutricionista Taís Baddo, cada grupo alimentar tem uma função no nosso corpo. Por isso é necessário incluir diversos tipos de alimentos na dieta. “O nosso corpo inteiro é formado de células e elas precisam de nutrição. Os carboidratos nutrem as células, as proteínas nutrem o sistema imunológico, a gordura boa  fabrica hormônio e vitaminas e os minerais modulam tudo isso. A alimentação saudável equilibrada não tem cortes de grupos alimentares”, esclarece.

De maneira geral, existem hábitos alimentares que podem ser colocados em prática diariamente de uma maneira simples. A começar pela refeição mais importante do dia, o café da manhã. E não precisa ser daqueles feito em hotéis, pode ser leite com café e um pão com queijo; frutas com aveia e mel; ovos mexidos com pão e suco. Para o almoço, o trivial é arroz, feijão, carne, peixe, ovos, legumes e salada, tudo em quantidades moderadas.

Para quem não abre mão do jantar, se alimente cedo e coma pouco. Quem não faz uma refeição completa a noite, pode fazer um omelete com diversos ingredientes, um lanche (pão, frango, alface e tomate), crepioca ou sopa. Independente da opção é necessário se alimentar. Antes de dormir é possível comer algo muito leve. Se jantar mais tarde, depois das 20h, não tem ceia.

Além dessas dicas, a nutricionista ainda explica que é sempre bom comer algo leve entre as principais refeições. Isso faz com que o organismo se mantenha ativo, além de evitar a compulsão alimentar por conta da fome. Mas a alimentação não anda sozinha em busca da saúde perfeita e o seu aliado é o exercício físico.

Além da caminha de 30 minutos

Todo mundo já sabe que exercícios físicos são essenciais para a saúde. E não é à toa, pois podem prevenir doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como obesidade, diabetes, hipertensão arterial, entre outros. Mais do que a saúde, os exercícios também melhoram a produção de neurotransmissores relacionados à sensação de felicidade e bem-estar.

Para quem é sedentário ou não tem o costume de praticar exercícios, o primeiro passo é procurar um médico. Assim, ele pode recomendar as opções ideias de acordo com sua saúde ou limitação. Depois, basta escolher algo que seja prazeroso, assim será mais fácil aderir à prática.casserole-dish-2776735_1920

Segundo a educadora física e fisioterapeuta, Maira Cury, não existe uma regra de qual hábito de exercícios cada um deve manter. “Varia muito de acordo com os objetivos, a faixa etária, se tem ou não diagnóstico de doenças, enfim. De maneira geral, estudos mostram que realizar atividade física por três vezes na semana é o ideal para melhorar a saúde. Porém, se você só consegue um tempinho duas vezes na semana, é melhor do que nada”, diz a profissional.

Porém, Maira complementa dizendo que a união de exercícios aeróbios e resistidos são a chave para melhorar o condicionamento físico geral. “Os exercícios aeróbios, são aqueles cíclicos, como caminhada e corrida, importantes para a melhora do condicionamento cardiorrespiratório. Já os exercícios resistidos, aqueles feitos com pesos como a musculação, trazem importantes contribuições como o ganho de massa muscular, aumento do metabolismo basal e melhora a execução das atividades de vida diária”, exemplifica.

Se você ainda viu desculpas para pular essa dica de como manter a saúde em dia, aqui vão pequenas mudanças que também podem impactar seu futuro: trocar a escada rolante pela escada normal; brincar de bola com o filho ou sobrinho ao invés de vídeo game; incluir a bicicleta como meio de transporte duas vezes na semana.

Hábitos individuais, impacto coletivo

Existem vários aspectos importantes para se ter uma vida saudável, entretanto, cada pessoa tem suas particularidades. Sendo assim, o médico psiquiatra Rafael Casali Ribeiro destaca um ponto importante que relaciona saúde e hábitos individuais.

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“Possivelmente um dos maiores desafios e urgências de nossas vidas é não levá-la no automático. Devemos nos atentar em justamente cultivar a atenção. Em certa medida, isso significa não se deixar escravizar a uma mera tocação de tarefas ou cumprimento de objetivos autoimpostos, que nos distraem do que está vivo em cada momento, ou seja, que nos aliena de nós mesmos”, considera.

Rafael ainda esclarece que a autocobrança pode ser consequência de diversas atividades como trabalho, estudo e relações interpessoais superficiais. Até mesmo metas consideradas cuidados com a saúde, como alimentação e exercícios físicos, podem se tornar automáticas e aprisionadoras.

“Lembremos, contudo, que nossa saúde depende em larga medida de determinantes que estão fora de nosso controle individual. Então, mesmo tendo nosso quinhão de responsabilidade, culpabilizar-se por doenças e sofrimentos é um péssimo caminho”, alerta.

Por isso, o cuidado coletivo também é um hábito que podemos manter a fim de construir uma vida saudável a longo prazo. “Mais do que nunca urge que cultivemos o hábito de nos responsabilizarmos pelo impacto sistêmico de nossas ações e que ajamos coletivamente, de forma solidária e democrática. Valorizando a diversidade em prol da saúde, não como mercadoria ou bem individual, mas como bem comum de toda a humanidade e do planeta em que vivemos”, finaliza o médico psiquiatra.

Consultoria:

Claudia Chaves – Psicóloga (CRP 06/47918)
Taís Baddo – Nutricionista e docente nas Faculdades Integradas de Bauru
Maira Cury – Formada em Educação Física, Fisioterapia, mestre em Saúde Pública e especialista em obesidade e envelhecimento
Rafael Casali Ribeiro – Médico e psiquiatra (CRM-SP 135152 / RQE 43579)

Para ler a publicação original, clique no link abaixo.

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